terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Linhas de Nazca e o Cemitério de Múmias Chauchilla

Sobrevoo sobre as intrigantes Linhas de Nazca e visita ao Cemitério de Múmias Chauchilla



Aê povo! Bora movimentar esse blog de novo! Nesse post vou falar um pouco sobre as famosas e misteriosas linhas de Nazca e como foi minha passagem rápida por esse lugar incrível. Antes de qualquer coisa segue um resumão sobre as linhas de Nazca.

que são afinal as linhas de Nazca?

As linhas de Nazca são um misterioso conjunto de figuras e formas geométricas gigantescas gravadas no solo, que podem ser visualizadas por quem sobrevoa a árida planície que se encontram. Linhas e desenhos perfeitos! São 26 desenhos ao todo.

Existem hoje várias teorias e milhões de perguntas sobre o que são, quem as criou, o porquê qual o objetivo desses desenhos perfeitos no meio do deserto. Foram alienígenas? Povos antigos? Aeroporto para naves de outros planetas? Ou simplesmente alguém sem nada para fazer que resolveu zoar com a imaginação dos curiosos aqui? Não há ainda nenhuma teoria 100% aceita, mas a mais aceitável é a de Maria Reiche, que acreditava que as linhas representavam um gigante calendário astronômico. Somente a título de curiosidade, Maria Reiche foi uma grande estudiosa das linhas, morreu as 94 anos, e dedicou sua vida ao estudo e cuidado das linhas...quando digo cuidado é cuidado mesmo, de ir lá e passar anos varrendo as linhas para mantê-las...sem zoeira, foi isso mesmo!

E porque as linhas se mantêm depois de tantos anos? Como não se apagam?

Simples! Porque estão localizadas no deserto de Nazca, um dos lugares mais secos do mundo, e somente com 20 minutos de chuva por ano...sim 20 MINUTOS de chuva por ANO! Sem poeira, sem chuva, sem vento e combinado com a cor mais clara do subsolo abaixo da crosta do deserto, as linhas se mantêm até então. Sua criação é estimada entre 200 e 600 d.c.


O astronauta dando tchauzinho para a galera!


Enfim chegamos a Nazca! Ansiedade a mil!

Foram aproximadamente 8 horas de viagem de Arequipa a Nazca. Obviamente estávamos cansados. Era mais uma noite sem uma cama, onde o máximo de conforto foi a poltrona do busão...mochileiro é assim mesmo, viaja a noite para economizar com hospedagem e tempo, e sobrevive! Abrindo um parênteses aqui...super indico a Cruz del Sur para as viagens de ônibus. Tem até wi-fi e janta (e o wi-fi funciona mesmo), sem contar os funcionários super atenciosos.

Chegando na rodoviária, o pessoal da agência que iríamos fazer o sobrevôo das Linhas de Nazca já estavam a nossa espera. Nos levaram a um hotel, onde deixamos as mochilas. Tomamos um café (horrível por sinal, como todos no Peru) e fomos primeiramente fazer a visita ao cemitério de múmias, Chauchilla. 


Cemitério de múmias Chauchilla




Infelizmente boa parte das tumbas desse cemitério foram roubadas...acredita-se que mais de 300 tiveram seus pertences furtados. Hoje são 12 tumbas expostas e abertas a visitação. Graças ao clima do local e as técnicas de mumificação da antiga civilização Nazca, as múmias estão lá, intactas. O lugar é incrível, curioso e assustador ao mesmo tempo. Todas as múmias estão em posição fetal, virada em direção ao nascer do sol, pois acreditava-se que assim se daria a reencarnação. Além disso, junto as múmias, há objetos pessoais, como cerâmicas, por exemplo. Outra curiosidade: quanto maior o cabelo da múmia, maior era seu poder aquisitivo, mais importante era a pessoa durante vida.











Saindo do cemitério, visitamos um local de extração de ouro. Lá, o nativo nos demonstrou todo o processo, e cara, na boa, é muito trabalho para uma mera grama de ouro! Com certeza vale o preço que pagamos!
Visitamos também um lugar onde é feita a confecção de cerâmica.


O trabalho feito após a extração do ouro

Produção de cerâmica
Voltamos para o hotel e fomos a procura de comida. Meu estômago roncava, mesmo porque o café da manhã tinha sido uma b%#@!
Eu já estava contando o dinheiro...ainda estava na metade da viagem e precisava economizar. Eu e o Alan fomos a um restaurante morte lenta, enquanto a Liz e a Erica ainda conseguiram ostentar nesse dia hahaha
Na volta ao hotel, depois do almoço, começamos a pechinchar o sobrevoo sobre as linhas de Nazca. Dávamos nosso preço, o guia virava as costas, andava um pouco, fazia telefonemas e voltava para negociar. E assim se passou uma meia hora hehe. Entre idas e vindas fechamos por 90 dólares + 10 dólares da taxa do aeroporto...é muita grana! Mas jamais poderia passar por Nazca e não fazer esse passeio. Em último caso negociaria o corpo de algum colega da trip, quem sabe vendendo os órgãos deles, eu teria dinheiro para me bancar até o final da viagem hahahaha, brincadeira gente, não sou psicopata não ok?!

Chegamos no aeroporto de Nazca (aeroporto que funciona apenas para esse passeio rs) e adivinha o que aparece! Brazucas! Claro né, sempre brasileiros saindo de todos os cantos. Era o Henrique e mais alguns daqueles brasileiros que encontrávamos durante a viagem. Eles fizeram o passeio antes de nós, e pela cara amarela que voltaram, logo deduzi que eu enjoaria também. Tratei de tomar dois dramim, para evitar maiores problemas (o que foi em vão, passei mau do mesmo jeito).

E lá vamos nós! Uhuuuuuulll

Gente, dica que eles nos passam lá e vale ouro. Não tentem ficar tirando fotos o tempo todo. Você vai enjoar! Localize o desenho, tire uma ou duas fotos no máximo e volte a si. Aquele monomotor se mexe todo e eles fazem umas manobras malucas para os turistas conseguirem visualizar melhor os desenhos. Eu bati umas três fotos e desisti, senão ia vomitar até a alma.
E sim, aquele teco teco parece que vai cair, mexe mais que liquidificador. Chega uma hora que você começa a rezar para todos os santos! É meia hora de tortura, mas que vale muito a pena, afinal você está vendo a olho nu um dos maiores mistérios da história!
No fim do passeio, eu estava amarela, igual ou pior os brasileiros que eu havia encontrado antes. O Alan se divertiu com meu desespero, enquanto eu passava mau e fazia cara de medo, ele ria e filmava! Sacanagem!!!

Durante o voo, eles passam pelo lado direito e esquerdo dos desenhos, e vão explicando e dando o direcionamento para você conseguir localizá-los. Alguns não são tão fáceis de encontrar. Apesar de tudo, eu super indico! É uma experiência e tanto!

Segue algumas fotos:
Aeeeeeeee bora voar! uhuuuuu
Medo!

Distribuição dos desenhos de Nazca

A baleia

O astronauta

O beija-flor

Papagaio


Las manos


Voltamos todos vivos para o hostel. A noite visitamos o planetário de Maria Reiche. Lá eles nos deram mais explicações sobre a teoria de Reiche para as Linhas de Nazca, e fizeram um rápido estudo sobre as constelações. Pudemos ver saturno e marte através do telescópio. Da hora hein!


Ingresso de entrada do planetário de Maria Reiche
Saindo de lá, paramos em uma pizzaria...Não era tudo aquilo, e nesse momento senti muita falta da pizzaria de Arequipa, onde fomos umas três vezes...nhammm.

Partiu dormir, porque no outro dia tínhamos mais uma viagem. Próximo destino: Ica! Um pequeno oásis bem charmosinho. Fica para o próximo post :)


Despesas:


Passeio Cemitério de Múmias R$ 64,00
Alimentação R$ 21,60
Hostel R$ 16,00
Sobrevoo Linhas de Nazca R$ 204,00
Taxa Aeroporto R$ 20,00
Ingresso Planetário Maria Reiche R$ 16,00
TOTAL R$ 341,60


Sobre o hostel:

Nos hospedamos no Hotel El Mirador. Hotel simples, mas confortável e bom. Chuveiro com água quente (ostentação rsrs), bom custo benefício.