quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Como foi ficar três dias no maior deserto de sal do mundo! Mágico!

Salar de Uyuni – 1º dia – Cemitério de trens, o Salar e Isla del Pescado



Acordamos, arrumamos todas as mochilas e fomos à busca de um bom café da manhã. Paramos no Café Mexican Pub, super indico! Comi até sair rolando! Por aproximadamente 11 reais, veio café com leite, suco de laranja, um mega omelete, pão com manteiga e geléia. Super caprichado, mochileiro não costuma gastar tudo isso em café, mas valeu muito! O assunto em pauta do café da manhã foi faculdade, trabalho e algumas curiosidades sobre destro e canhoto!

Café Mexican Pub
Voltamos ao hostel para buscar as mochilas e no caminho, adivinha o que encontramos? Só uma chance para adivinhar...brasileiros, óbvio, brasileiros! Hahahaha, a turma da Eugênia estava por lá procurando passeios. Aproveitei para tomar um Imosec...não façam isso, você vai ficar dias sem ir ao banheiro, mas considerando que eu ia para o deserto e sabe se lá a cada quantos quilômetros encontraria um banheiro, preferi me prevenir contra um dia de plantinha (aquele dia que você fica só no vaso hahaha).
Fomos até a agência esperar nosso 4x4, e enquanto isso vinho e mais vinho. Certa hora vejo a Liz no meio da rua agarrada com a garrafa de vinho, logo soltei um grito bem alto: BORRACHA!!! (bêbada em espanhol) Até os nativos ficaram rindo dela ahauhauahua. Junto conosco no passeio pelo Salar estava um casal de austríacos, super gente boa, mas não me recordo o nome (minha memória do peixe Dory não me permite lembrar rsrs!).

O primeiro lugar que visitamos foi o cemitério de trens. Que lugar bizarro! Várias locomotivas abandonadas no meio do deserto. Sinistro! Aí começamos a fazer o book fotográfico de turista hehehe. Deu para brincar bastante nesse lugar, segue algumas fotos.






Saímos do cemitério de trens e fomos em direção ao tão esperado Salar.  Conversa vai, conversa vem, vinho de um lado folha de coca de outra, e começam a surgir as conversas e assuntos bizarros. Foi aí que surgiu a expressão “cara de llama”. Já repararam em uma llama? Elas estão sempre com aquela mesma cara de indiferença...tipo o Robert Pattinson, no filme Crepúsculo que, feliz, com raiva, triste ou irônico tem sempre aquela mesma cara de nada,  foda-se o mundo, foda-se tudo! Isso é ter cara de llama! 

Cara de llama! Foda-se tudo! Foda-se o mundo!
Eis que surgem uns berros em meio a conversa! Nosso motorista quase capotou o 4x4, foi fazer uma ultrapassagem, o outro carro fechou ele e tudo voou dentro daquele carro, água para um lado, bolsa para outro, uma batida na cabeça, e apenas uma coisa muito importante ficou no lugar...nosso vinho hahaha estava ali, intacto, paradinho, como se nada tivesse acontecido. Quem consegue capotar um carro no meio do deserto? Foi por pouco! Foi nossa primeira aventura da viagem! Viajando com emoção!!! Uooollllll

Paramos em uma feirinha de artesanato antes de chegarmos ao Salar e aproveitei para comprar algumas lembrancinhas (lembrancinhas de sal que foram destruídas pela umidade de Joinville em menos de um mês, logo que voltei de viagem, samerda!). A essa altura da viagem, eu já havia aprendido a pechinchar muito! Muito muquirana hahaha! De 90 bolivianos, consegui barganhar por 70! Comprei várias coisas e não passou de 23 reais aproximadamente. 
Andamos mais um pouco de carro e chegamos nos famosos montones de sal! Lugar onde eles extraem o sal, para venda mesmo. Mais fotos bestas de turistas hahaha! Até que me deparo com a Erica jogada no chão tentando algumas fotos com um melhor ângulo! Super empenhada, fotógrafa profissa, saca só!

Érica fotógrafa das boas!

Montones de sal
Paramos em um local onde passou o Rally Dakar no Uyuni, bem interessante, com bandeira de vários países! Percebe-se que vários brasileiros passaram por ali também, só para variar rsrsrs. Nesse mesmo local havia um restaurante de sal (modo de dizer, pois era somente um recinto com mesa e cadeiras, nada de cozinha). Nosso guia preparou nosso banquete e almoçamos ali mesmo, sentadinhos do chão daquela imensidão de sal! Cara! É uma experiência única!!! Nosso almoço foi legumes, batata chips, quinoa e carne de llama. A carne de llama não é ruim, tem gosto de carne de boi só que um pouco mais suave. Depois disso cada vez que eu via uma llama, desprezava aquela cara de nada delas e só pensava em um churrasquinho de llama! Hahaha nhammmmm

Rally Dakar


E assim eram servidos nossos almoços. No porta malas do carro! Top!

Almoçando sem luxo!
Rodamos mais um pouco e enfim chegamos ao tão esperado Salar de Uyuni! Caraca, que emoção!!! Para mim esse foi o ponto alto da viagem. Você olha para um lado e não vê nada, olha para outro e nada, somente aquela imensidão branca até o horizonte e infinito. Fiquei sem palavras, é lindo demais! Meus pensamentos foram a mil! Uyuni, seu lindo! Eternamente apaixonada por esse lugar S2
Fizemos várias fotos ali, e nosso guia nesse momento virou nosso fotógrafo também! Nos ensinou a forma correta de fazer fotos de perspectivas...aí vão algumas de nossas fotos bestas e super criativas hehehe

Antes da ajuda do Henri, tentativas frustradas de fazer fotos de perspectiva!

Agora sim!

Chulé!



Depois de algum tempo apreciando aquela imensidão branca, partimos para a Isla del Pescado. Eu já havia visto fotos mas não imaginava que era tão encantadora. Uma ilha com vários cactos gigantes... que vista! Caramba! Um lugar muito exótico. Subimos até o topo da ilha, mesmo mega cansados. Corri atrás de llamas para fazer selfies hahaha....elas já estavam me odiando, me olhavam e fugiam! Lá vem aquela loira maluca atrás da gente de novo! Provável que era isso que o instinto delas falava hahaha.

Isla del Pescado

A arte de incomodar as llamas..eu domino!
Depois de eu atormentar as llamas pela Isla del Pescado, partimos para o hotel. Mas antes disso, paramos no Salar para ver o pôr do sol...e vou dizer hein...ver o pôr do sol no maior deserto de sal do mundo é surreal! Ualll!



Todos cansados, bora para o hotel. Já era noite e nós estávamos rodando ainda pelo deserto. É claro, que Murphy querido que me ama aprontou mais uma...além de quase capotarmos o carro, furou um pneu. Aí você pensa, ahh é só trocar o pneu, simples né...Sim, simples se não fosse a noite no meio do deserto. Nós estávamos no meio do deserto, a noite, sem energia elétrica, aquela escuridão de dar medo, nada de um lado, nada de outro, nenhuma viva alma passando por ali...e não era um simples carro, era um 4x4! Ajudamos nosso guia, que agora além de guia e fotógrafo, havia virado mecânico também! Grande pessoa, Henri querido!

Deu problema na kombi!!!
Problema resolvido e chegamos ao nosso hotel. Por fora parecia uma espelunca, mas por dentro...nossa! Lugar confortável, limpo, e com chuveiro! Nossa que luxo! Chuveiro com água quente e papel higiênico no banheiro! Caraca!!! O hotel era todo feito de sal, inclusive as camas, tudo, tudinho. A loira engraçadinha aqui resolveu dar uma lambida na parede para ver se era sal mesmo, e sim era sal hahahaha! E bem salgado por sinal!
O único detalhe do banho é que tínhamos apenas meia hora para tomar banho, depois eles desligavam a energia, então corremos e fizemos um revezamento...meia hora para quatro tomarem banho! Foi só para passar debaixo da água e sair hehehe.
Todos de banho tomado fomos jantar. Sopa, e um misturado que estavam uma delícia! Banquete finérrimo mesmo! Com sobremesa e tudo! Conversamos um pouco mais com os austríacos, compramos um Casillero e fomos dormir. Sem dúvida a melhor noite, a mais confortável e o melhor hotel da viagem! Hotel de sal Tambo Loma. Mais alguns goles de vinho e cama!

Hotel de Sal
Despesas do dia:

Alimentação R$ 18,00
Artesanatos R$ 23,00
Taxa de entrada na Isla del Pescado R$ 10,00
Vinho R$ 6,00
TOTAL R$ 57,00


 
Salar de Uyuni – 2º dia – Salar de Chiguana, Valle de Rocas, Vulcão Ollague, Laguna Cañapa e Laguna Edionda e Arbol de Piedra


Acordamos cedinho naquela delícia de hotel de sal...e só para não perder o costume do local, aquele cafézão! Com direito a chá e folha de coca! Sempre né!
Esse dia já estava bem frio, e antes de partirmos viagem mais alguns goles de vinho para esquentar. Tínhamos muitos lugares para visitar, então partimos cedinho.
Primeiro passamos pelo Salar de Chiguana, lugar com uma mina abandonada, uma paisagem muito exótica, bem deserto mesmo. Mas ali não era sal, já estávamos em outra região. E para completar a paisagem, o vulcão Ollague ao fundo. Esse é um dos vulcões ainda ativos na Bolivia.


Próxima parada...Laguna Cañapa. Sabe aquele lugar que você olha e não acredita ser de verdade, de tão lindo que é? Mais ou menos por aí...O pessoal da trip saiu do carro e quase juntos falamos: CARACA que lugar lindo! E foi uma surpresa para mim, pois não havia ouvido falar e nem visto foto desse lugar durante as minhas pesquisas antes da viagem. Passei um bom tempo admirando a paisagem e tirando fotos. Depois que vi quantas fotos repetidas tirei rsrs...

Laguna Cañapa


Partimos para o próximo destino...e dá-lhe folha de coca, porque a cabeça já estava doendo por causa da altitude. O Henri, nosso guia já havia nos ensinado a mascar folha de coca corretamente. Na verdade não se masca, você morde aos poucos e vai chupando aquele suquinho dela...e a folha seca vai armazenando na bochecha até ficar tipo o Kiko hahaha. Isso é muito comum lá, você vê os Bolivianos todos com aquela bochecha gorda com folha de coca dentro. Inclusive nas igrejas, nas imagens de Cristo, da Santa Ceia e todas as pessoas ilustradas na decoração, tem a bochecha redonda. Somente uma delas. Cultura local!

Folha de coca!
Nossa próxima parada foi na Laguna Hedionda. Bom, acho que vocês já perceberam como eu admiro a natureza né...e principalmente lugares exóticos, então nem preciso falar que fiquei novamente surpresa com a beleza desse lugar. Lindíssima! As montanhas refletem na água e formam uma paisagem incrível, que é completa com diversos flamingos ao fundo.  A única coisa desagradável do local é o cheiro de enxofre...nossa, horrível! Eca! Muito forte mesmo.

Flamingos
Pasmem com a placa da foto abaixo no meio do deserto. Wi-fi! Nossa senhora! Wi-fi aqui? Obviamente que precisava pagar e era um mísero pontinho de sinal. Tanto tempo sem comunicação e eu não ia morrer de ficar mais alguns dias sem internet.

Será? Wi-fi em pleno deserto!
Hora de enfrentar o banheiro. Sem dúvida nenhuma, o pior, mais sujo, mais fedido e mais nojento banheiro que tive o desprazer de conhecer durante todo o mochilão. Não vou nem entrar em detalhes, mas era o único banheiro em muitos quilômetros rodados, então já viu né. Força Luisa! Você consegue! Aff.... 
Tarefa de encarar o banheiro mais nojento do mundo mundial concluída...partiu almoçar! Paramos na Laguna Honda para o almoço. E naquele estilo, sentadinhos no chão em uma mesa improvisada com pedras e com mais uma das belas lagoas da Bolivia como cenário para o almoço. E o Henri caprichou nesse almoço hein! Comi igual um padre! Coca-cola sempre com gás! Altitude e frio servem para alguma coisa hehe...



Próxima parada...um lugar super bizarro...não tão bonito, mas muito interessante. Chama-se Valle das Rocas. Um vale cheio de rochas e pedras empilhadas, sinistro! O pessoal da trip brincou dizendo que era o cenário onde foi gravado o Star Wars. O Henri, nosso guia, estava empenhado em procurar as biscallas, é o único tipo de animal que habita aquele lugar quase sem vida. Apelidamos os pobres bichinhos de biscates hahaaha..acena uma nota de 100 que as biscates vem correndo! The zoeira never end!

Valle das Rocas
Em seguida, passamos pela montanha de siete colores...lugar lindíssimo! Deu para fazer fotos bem bacanas. Dava para ver a lua de um lado e o sol de outro. Cenário bem desértico! Lindo!

Montanha de sete colores

Chegamos na famosa Árvore de Pedra. Sinceramente, não vi nada demais. É uma pedra em forma de árvore, super famosa para quem visita esse lugar, tirei duas fotos bem meia boca e partimos.


Laguna Colorada...nossa próxima parada. É uma lagoa vermelha, localizada dentro da Reserva nacional da fauna andina Eduardo Avaroa. Paga-se 150 bolivianos para visitar esse lugar (em torno de 50 reais).
Chegando lá, de novo aquele frio na barriga, aquela surpresa super agradável de conhecer um lugar espetacular! Linda, linda, linda...laguna colorada sua linda! Nos tirou o folego novamente. É por essas e outras que a Bolívia me encantou demais. Lugar de natureza exuberante, pessoas agradáveis, barato de visitar e aqui do nosso ladinho.

Laguna Colorada. A parte em vermelho é água!
Curiosidade sobre a Laguna Colorada: a água é vermelha, mas só quando tem vento. Tivemos sorte de estar ventando! Uhuuulll. Isso acontece por causa da pigmentação das algas. Se não tiver vento, elas não soltam essa pigmentação e será apenas mais uma lagoa de cor normal. O mesmo ocorre para a Laguna Verde, que fica bem verdinha, mas nessa aí não tivemos a sorte de estar ventando, porém mesmo assim o vulcão ao fundo faz uma paisagem indescritível. Fotos da laguna verde no 3º dia deste relato.

Chega de passeios...partimos para o hostel, porém dessa vez a surpresa com a hospedagem não foi muito boa...era um alojamento simples, lotado de mochileiros, malucos como nós né para encarar um perrengue daqueles. Nem sequer chuveiro tinha, ou seja, sem banho! E naquele frio que fez naquela noite, nem fez falta! Energia elétrica somente das 18:30 às 20 horas. Depois, só na base da lanterninha. Banheiros caindo aos pedaços. Papel higiênico era artigo de luxo. Fui salva pelos meus lencinhos umedecidos. Foi realmente só um lugar para comer e dormir (ou tentar dormir!). Nosso guia nos falou que a noite poderia chegar a -20 graus...isso me assustou um bocado. E sim, a noite foi provavelmente a pior da minha vida.

Estávamos a aproximadamente 4500 metros de altitude e a temperatura caía drasticamente a cada hora. Lavar a mão e o rosto era uma tortura. Serviram nossa janta, que foi simples, uma sopinha bem gostosa de entrada e vinho...sempre o vinho nos aquecendo. Henri nos deu um vinho de presente nesse dia... querido! Obviamente acabamos com uma garrafa em menos de meia hora. A Liz e o Alan saíram naquele frio atrás de outra garrafa de vinho e conseguiram. Ninjas! Duas garrafas de vinho a uma altitude de quase 5000 metros foi o suficiente para nos deixar bem alegrinhos rsrs.

Luz cortada, hora de dormir. Eu havia alugado um saco de dormir por causa do frio intenso que estava...vesti todas as minhas roupas, três meias, touca, cachecol, roupas térmicas, fleece, luva, me enfiei dentro do saco de dormir, me joguei na cama, cobri com a coberta e tentei dormir. Ninguém conseguiu dormir nessa noite. Era frio demais! A Érica preferiu ficar acordada com medo de morrer de hipotermia, depois de ela acordar com a cabeça gelada após um cochilo, pois sua touca havia caído hahaha. Figura!

Aquele monte de roupa e o cansaço da altitude quase me mataram sem ar nessa noite. O simples fato de me virar na cama já me consumia todo o folêgo e eu ficava sem ar. Não tive coragem de sair debaixo das cobertas para ir ao banheiro de madrugada, sem contar meu medo de andar naquele alojamento com estilo de filme de terror. Sem chance! A Liz e Erica encararam o banheiro, saíram do quarto tropeçando em todas as mochilas que o Alan havia espalhado pelo chão com a finalidade de impedir a entrada dos alienígenas hahaha. A Érica estava simplesmente apavorada com o frio! Ir ao banheiro foi uma tortura e ela insistia em dizer que ia morrer hahaha. E enquanto isso, o Alan bem quentinho agarrado com as princesas! The zoeira never end (de novo rsrsrs).

Alan e as princesas!
Graças a Deus o despertador tocou...para dar fim aquela tortura, aquela noite gélida. Eram 4:20 da manhã e precisávamos sair super cedo para conhecer os famosos Geisers.

Despesas do dia:

Taxa de entrada reserva Eduardo Avaroa R$ 50,00
Aluguel saco de dormir R$ 10,00
TOTAL R$ 60,00


Salar de Uyuni – 3º dia – Geisers, Deserto de Salvador Dali, Laguna Verde, Laguna Blanca e chegada em San Pedro de Atacama

Acordamos as 4:30, tomamos um café rápido e partimos...estava simplesmente muito frio! Até que o meu corpo estava quente, mas o pé estava congelado, mesmo com duas meias, uma delas sendo térmica e uma bota impermeável. Achei que no final do dia quando tirasse a bota meus dedos iam cair congelados. Saímos do alojamento e o nessa hora me deparei com o céu mais estrelado, mais lindo e mais fascinante que já vi em toda minha vida! Não tinha como ser diferente, a quase 5 mil metros de altitude, sem energia elétrica, sem nada...apenas nós e as estrelas! Que romântico! Só que não rsrs

O vidro do carro estava puro gelo. As portas não abriam porque estavam congeladas. Conseguimos entrar por uma delas somente. Esquecemos uma garrafa de água na noite anterior dentro do carro, e a água congelou também! Então, dá-lhe vinho! Para esquentar e folha de coca para aliviar a cabeça, que doía muito por conta da altitude.

Nossa primeira parada foi para conhecer os geisers. Geiser é uma erupção de água termal. Bizarro! Lá fizemos mais um monte de foto de turista hahaha.

Geiser


 Passamos em seguida por uma lagoa de água quente...tinha gente de biquíni entrando lá! Coloquei mau e mau a pontinha do dedo, pois nem a luva eu tinha coragem de tirar. Galera corajosa, tirar a roupa a -10 graus hehe. Só observei de longe e voltei para o carro quase congelando. E meu pé ainda estava dormente de tão frio. 
Piscina térmica. Fora da água -10 graus
Saímos de lá e passamos pelo Deserto de Dali. É um lugar muito bonito, e as montanhas deste lugar aparecem em uma pintura famosa de Salvador Dali.

Deserto de Dali

Chegamos a famosa Laguna Verde, com o vulcão Lincancabur ao fundo... que vista! Que paisagem mágica. O vulcão refletido na água congelada da lagoa. Encantador
Laguna Verde e muito frio!
Galera da trip...brasileiros, austríacos e nosso guia boliviano
Nosso destino final no Salar de Uyuni for a Laguna Blanca. Linda também...

Laguna Blanca. Tchau Bolívia!

Nessa hora chegou até a bater uma tristeza...nosso passeio pela Bolivia havia acabado...mimimi

Bom, agora vem a parte chata das viagens. A imigração. Pegamos uma fila gigante, e a imigração era uma micro casinha com dois bolivianos lá dentro carimbando os passaportes. Não era de se esperar mais do que isso, contando que estávamos na divisa de dois desertos. Saindo da Bolívia com destino ao deserto do Atacama, no Chile.

Imigração no deserto
Além de ter que ficar naquela fila enorme, tivemos que engolir uma piadinha do agente da imigração. Ao ver no meu passaporte e do Alan que éramos brasileiros, deu uma risadinha e disse: brasileiros...hummm, 7x1 então! O que vocês acharam da Copa??? Eu e o Alan nos olhamos com aquela cara querendo dar uma boa resposta para ele, porém nada podíamos fazer além de rir, senão o cara não deixava a gente sair da Bolívia! Fora que tivemos que pagar 15 bolivianos para conseguirmos sair do país.
Tchau Bolívia! Agora chegou a vez do Chile, Deserto do Atacama. Aguardem, logo posto as loucuras da trip no Atacama!


Não vou falar muito sobre as nossas hospedagens no Uyuni, pois vai depender muito da agência de turismo que contratarem. Porém até onde eu sei, no primeiro dia é em hotel de sal e com bastante conforto, o segundo dia é no alojamento pedreira, sem chuveiro e com os banheiros caindo aos pedaços rsrsrs. Relaxem, esqueçam esse ponto, pois apesar dos perrengues, vale muito a pena!

Despesas do dia:

Alimentação R$ 18,00
Gorjeta R$ 7,00
Imigração com direito a piadinha da copa R$ 5,00
TOTAL R$ 30,00

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Cidade de Uyuni - véspera de entrar no maior deserto de sal do mundo!


Depois de acordarmos em Sucre super cedo, sem janta e sem café da manhã, partimos para a rodoviária de Sucre, para pegarmos o ônibus com destino a Cidade de Uyuni. E lá estavam as cholas queridas berrando Uyuni, Uyuni, Uyunííííí, Potosí, Potosí, Potosííííí ahhhhhhh que chato isso hahahaha! Nosso café da manhã se resumiu em coca-cola, Pringles (que por sinal é muito barato para aquelas bandas de lá) e a bolacha óreo. Alimentação super saudável, só que não!
A rodoviária estava cheia, e aí começamos a reparar os costumes locais que te chamam a atenção. Além da pobreza da população da cidade, você vê cholas por todos os lados, e as que tem filho, carregam eles nas costas, como se fosse uma mochila. O povo lá sobrevive com muito pouco, carros velhos, roupas estranhas e velhas, pobreza mesmo. Enfim, pegamos o ônibus até Potosí (+ ou – 3 horas de viagem). Fizemos uma parada na rodoviária de Potosí e comemos mais algumas porcarias industrializadas. Essas comidas industrializadas me renderam uma reação alérgica quando voltei para o Brasil, mas ainda achei melhor do que ter algum problema com intoxicação alimentar ou qualquer coisa do tipo.

Rodoviária de Sucre. Chola com seu filho "mochila" nas costas

Pringles salvadora dos mochileiros esfomeados!
E como já é de costume, na rodoviária de Potosí, muitas outras cholas, sempre berrando né hahaha, Uyuni, Uyuni, Uyunííííí´(passei a viagem com esses berros em mente). Partimos para Uyuni! Yes!!!! Como tenho meus problemas com coagulação de sangue, sempre procuro os assentos de corredor, para deixar uma das pernas livres e ficar mais fácil de levantar para caminhar. Porém, por causa disso, várias vezes fui “esmagada” pelas pessoas que passam pelo corredor, e nessa viagem aí, passou do meu lado uma chola com um cheirinho nada agradável... quase cai morta rsrsrs, senhor me salva! Ahhhhh, sério, ela fedia demais, devia estar a um mês sem banho aff....coisas da Bolívia.
O trajeto de Potosí a Cidade de Uyuni é fantástico! A paisagem é muito peculiar, bem diferente do que eu estou acostumada a ver. O ônibus fez uma parada, em um local com banheiro (óbvio que eu não me arrisquei a conhecer o banheiro), fizemos algumas fotos de turista e partimos viagem. Mais 5 horas de viagem e chegamos a Cidade de Uyuni.

Trajeto Sucre à Uyuni


Nossas tradicionais fotos bestas de turistas hahaha


Nossa companheira de trip estilosíssima! Não vou citar o nome para eu não ser morta hahaha!
Chegando na cidade de Uyuni estávamos perdidos e fomos salvos por um mapa gigante que tinha no meio da rua principal da cidade. Fomos a procura de hostel. Entramos em três e já estavam lotados. Aí aquela mochila pesada nas costas, você com fome, cansado, e não encontra hospedagem, já  começa a dar cinco tipos diferentes de ruim... até que conseguimos hospedagem no Hostel Avenida (ufa!). Como todo hostel de mochileiro, simples, barato e sem luxo. As camas eram bem confortáveis. 

Recepção do Hostel Avenida
Precisávamos comer...estávamos a mais de um dia sem comer decentemente, resistimos esse tempo todo a base de coca-cola e Pringles. O Alan foi pegar dinheiro para jantarmos e adivinha? Cadê o dinheiro? Puuuuutz, que desespero! Lembram que contei no relato sobre Sucre que acordamos e a porta do quarto estava aberta?!? Pois é, começamos a achar que não eram alienígenas, e sim ladrões mesmo! Nessa hora, o Alan já estava verde, vermelho, roxo, amarelo! Simplesmente desesperado porque não achava o dinheiro (e todo o dinheiro da viagem havia sumido). Tiramos tudo de dentro da mala dele, vasculhamos tudo e enfim encontramos. Ele havia escondido, tão bem escondido que nem ele encontrava hahahaa, que alívio!
Uns três meses depois o Alan lembrou porque havia escondido tão bem o dinheiro. Como íamos fazer um trajeto tenso e perigoso, ele achou melhor esconder a grana por causa do risco de assalto e esqueceu desse detalhe quando chegamos na cidade de Uyuni rsrs.

Antes de ir a caça de comida, fomos a procura de passeios para o Salar de Uyuni. Depois de muito procurar, fechamos com uma agência por 125 dólares. Com a cotação da época, ficou em aproximadamente 300 reais e incluía três refeições por dia, hospedagem, guia e o passeio por todo o salar. Fechamos com a agência Estrella del Sur, super indico! Fica na Avenida Ferroviária, perto da praça da cidade. Pessoal competente, preço bom, carros bons e o nosso guia era super querido! Além de guia, era fotógrafo, cozinheiro, mecânico, motorista e o que mais aparece para ele fazer. Um cara que fazia aquilo por amor mesmo, pois além de ganhar muito pouco para sustentar sua família, viaja 6 dias por semana no deserto, passa por todos os perrengues, frio, fome, e fica em casa apenas por uma noite. Henri, uma pessoa admirável.


Achamos um restaurante bem bacana e por ali jantamos spaguetti (estava meio sem gosto, mas com a fome que eu estava, me pareceu delicioso mesmo assim). Não me recordo o nome, mas fica na praça principal da cidade.
Ao sair do restaurante, estava frio demais! Caramba! Chegamos no hostel e marcava 0 grau no meu celular! Fui toda faceira tomar um banho quentinho, bem gostoso e adivinha? Nada de água quente. Isso mesmo, zero grau e nada de água quente! Murphy seu FDP vê se me esquece! Pensei umas vinte vezes antes de entrar debaixo daquela água gelada, mas considerando que eu ia ficar três dias no deserto, provavelmente sem banho eu precisava muito tomar banho e lavar o cabelo. Tomei coragem e entrei! Saí do banho gelada, usei o secador de cabelo para me esquentar, tomei um pouco de vinho e cama!

A aventura estava só começando...no outro dia estramos no encantador Salar de Uyuni, o maior deserto de sal do mundo!

Gastos e indicação de hostel:

Eu achei o hostel Avenida bom, confortável, barato e bem localizado. Porém o chuveiro não esquenta! E lá a noite é muito fria! Foi tenso. Custou 60 bolivianos (20 reais). As camas eram confortáveis e tinha até televisão!

Despesas:

Alimentação R$ 24,50
Hostel R$ 20,00
Passeio para o Salar R$ 294,00
TOTAL R$ 338,50