sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Deserto do Atacama

Deserto do Atacama e a charmosa cidadela de San Pedro de Atacama


Povo! Voltei!!! Chegou a hora de falar sobre os dias que passei com a trip mais louca do mundo mundial em San Pedro de Atacama e como foi conhecer o famoso Deserto do Atacama!

Primeiramente vamos a algumas curiosidades do Deserto do Atacama. Segundo a Nasa, o deserto do Atacama é o lugar na terra que mais se assemelha a superfície de Marte. Além disso, é um dos lugares mais secos do mundo. Isso o torna também um dos melhores lugares para observação do céu. É o deserto mais alto do mundo, e a temperatura pode variar de 0 e 40 graus em um único dia. O clima é seco, muito seco! Meu nariz sangrava bastante no tempo que estive lá (aqui vai uma dica, quando o nariz estiver muito seco, coloca um lencinho umedecido dentro do nariz, enfia lá no fundo mesmo! Ajuda bastante). O Deserto do Atacama é 250 vezes mais SECO que o Deserto do Saara, só para terem noção! E sim, é muito bonito!


Então vamos lá!

Saímos da imigração da Bolívia e partimos de ônibus para a cidade de San Pedro de Atacama. Os lugares são muito próximos, mas é incrível como a paisagem muda tanto em tão poucos quilômetros de distância. Chegamos na imigração do Chile, e passamos novamente por aqueles trâmites chatos de imigração! Preenche documentação, passa por revista, raio x, prove que não é um delinquente, e blá blá blá...A pobre da minha mochila a essa altura do dia já estava jogada no meio da rua, toda suja naquela poeira toda...Como eu já estava no clima de mochileiro e também não era a pessoa mais cheirosa e limpa do mundo, fiz de conta que nem vi, coloquei a mochila nas costas e partimos...opa...partimos para onde?!?! Estávamos eu, Liz, Érica e Alan parados no meio da rua um olhando para a cara do outro sem saber para onde ir...não tínhamos mapa, e nem tínhamos feito reserva em hostel (como na maioria de nossos destinos). Resolvemos seguir alguns outros mochileiros, para algum lugar eles iam!

Chegamos ao centro da cidadezinha de San Pedro de Atacama, e que cidade mais bonitinha! É o tipo de lugar simples, mas aconchegante, de onde você não tem vontade de ir embora. A cidade é minúscula, você consegue conhecer tudo a pé e em bem pouco tempo. Lá é tudo muito organizado, é uma cidade bem estruturada, ao mesmo tempo que parece um vilarejo perdido no tempo!


 

Entramos em uns 3 ou 4 hostels e acabamos ficando no Corvatch (10.000 pesos a diária, em torno de 40 reais). O dia estava muito agradável, bem quente, o que era muito bom para quem esteve a -18 graus naquele mesmo dia, na Bolívia. Há muitos cachorros de rua na cidade, que são muito bem tratados pelos moradores. Nos mercados, eles deixam sacos de ração aberto para os cachorros de rua. Em geral, eles são bem grandes e dóceis. 


A primeira tarefa do dia foi comprar um chinelo novo para a Érica rsrs, trocar dinheiro e comer algo. E adivinhem o que encontramos pelo caminho...quem tá acompanhando o blog já sabe! Uma chance...brasileiros, óbvio, brasileiros! Novamente encontramos aquela turma de 14 brasileiros, sem combinarmos nada. Lá estava Eugenia, Rose, Bernardo, Fernando, Henrique, Renan e os demais! Alguns deles ficaram no mesmo hostel que nós.

Já de início começamos a perceber a diferença de preços. O câmbio do real ou dólar para o peso chileno é bem complicado. Cada 250 pesos vale aproximadamente 1 real! Dá um nó na cabeça, por isso eu levei uma tabelinha de conversão no bolso. #FICADICA!

Conseguimos o câmbio a 570 pesos chilenos (trocamos em dólar). As coisas no Chile não são baratas como na Bolívia, se eu estava me sentindo rica na Bolívia, no Chile me senti assaltada economicamente! Gastei muita grana nos 4 dias que fiquei ali. PQP, que saudades da Bolívia!!!

A fim de economizarmos um pouco, resolvemos passar em um mercado para comprar ingredientes e fazer um cachorro quente a noite. No hostel, a cozinha era bem equipada, então foi super tranquilo! Nesse mercado havia uma gata que dava choque! Tenso! Passava a mão nela e dava choque mesmo rsrsrs. Gato Pikachu hahaha

Eu estava sedenta para provar a cerveja típica da região, mas quem disse que eu achava qualquer coisa alcoólica nos mercados! Depois que descobri que os mercados não vendem nada com álcool, isso se compra nos mercados de álcool! E também não é permitido tomar bebida alcoólica nas ruas, logo mais eu conto sobre meu momento tenso com a polícia de San Pedro!

Supermercado de álcool

Cerveja Cristal! Muito comum na região de San Pedro
Fizemos nossa janta e logo fomos abordados por um outro mochileiro informando que houve um roubo no hostel. Serviu para ficarmos mais atentos as nossas mochilas. Mochileiros de plantão, mais uma dica, mochilas SEMPRE trancadas com cadeados, e nunca deixe nada a vista, câmera, celular e principalmente o PASSAPORTE...leve-o sempre com você!
Aproveitei para tomar um banho...banho quente, que delícia, quanto tempo! Porém com um detalhe...tinha que torcer para ninguém tomar banho no chuveiro do lado, porque senão a água ficava gelada ou simplesmente acabava a água no meio do banho...era um ou era outro! Um dia eu e a Liz chegamos a nos revezar, um tomava banho e a outra cuidava para ninguém mais tomar banho hahaha

Despesas: 
Alimentação R$ 10,00
Passeio Sandboard R$ 48,00
Hostel San Pedro de Atacama R$ 128,00
TOTAL R$ 186,00


Segundo dia...


Tiramos a manhã desse dia para conhecer melhor a cidade, tirar fotos, comprar lembrancinhas e fechar passeios. Havia desfile na cidade. O povo de lá gosta muito dos brasileiros, e deu para confirmar isso no desfile, pela quantidade de carros alegóricos com bandeiras do Brasil. 

Desfile
Confesso que depois de ter visto tantas paisagens belíssimas na Bolívia, alguns passeios pelo Deserto do Atacama não me atraíram muito. Fomos bem seletivos nos passeios no Atacama, no sentido de fazermos coisas diferentes.
A Liz preparou um baita almoço nesse dia nhammmm! 
Almoço top preparado pela Liz
Na parte da tarde fizemos o Sandboard no Vale da Morte. Tenso!
Só para variar, a paisagem lá é linda, excêntrica! E o caminho tenso rsrs. Chegamos no Vale da Morte, ventava muito e eu tremia de medo quando cheguei no alto da duna e vi de onde eu teria que descer com a prancha de sandboard! Caraca! Era muito alto....vi muita gente comendo areia nesse dia hahahaha
O instrutor deu as orientações e eu a mais cagona de todos, fui a última a descer! Tomei coragem e fui...Que delícia! Muito bom! Top demais!!! Obviamente fiquei com muitos roxos pelo corpo. 
Descer era gostoso, mas subir...era uma tortura...era muito alto, e a altitude quase nos matava. A Liz desistiu, tava quase infartando. Eu subi mais umas duas vezes ainda, quase morrendo, mas fui.

Sandboard


Terminamos nossa aventura com areia em todos os cantos do corpo! Partimos para o mirador de Kari, para assistirmos ao pôr do sol. Durante esse trajeto, viemos rindo mais que hienas! Alan tinha deslocado alguma coisa no corpo, por causa de um tombo de bunda que levou no sandboard...e ainda mexia com uns mochileiros alemães que usavam chuquinhas! Quem usa chuquinha daquele tipo? Hahaha. Pela reação deles, nada entendiam em português, senão estávamos mortos rsrsrs. 

O pôr do sol no mirador de Kari é incrível! O céu fica todo cor-de-rosa, simplesmente mágico! E como não poderia deixar de ser, encontramos Eugênia e companhia lá no mirador de Kari rsrsrs.

Pôr do sol no Mirador de Kari
Chegamos ao hostel, super cansados, aí foi janta, banho e cama! Menos eu né! Sempre a última a dormir e a primeira a acordar, com uma disposição que não sei de onde vinha. Minha vida boêmia gritava incessantemente por uma festa, uma balada, um barzinho, qualquer coisa do tipo, pois desde o início da viagem passamos somente perrengue e nada de badalação. Resolvi a 1 hora da manhã sair pelas ruas de San Pedro. Os meninos do outro grupo de brasileiros não quiseram ir, mas o Fernando me acompanhou. 

A noite em San Pedro de Atacama

Chegamos na primeira balada e já estava fechando. Atravessamos a rua e fomos a um boteco comprar umas cervejas. Até que passou um carro de polícia (os carabineiros) e o dono do bar fechou as portas escondendo todos os clientes lá dentro, pois não é permitido beber nas ruas de San Pedro. Ali dentro do boteco fizemos amizade com o Álvaro, um chileno de Santiago que estava a passeio em San Pedro. Passado o susto, saímos nós três em busca de outra balada. Paramos em frente a uma balada e adivinha o que tinha lá na frente??? Uma brasileira, sempre os brasileiros aparecendo do nada! A brasileira era a Lívia e estava acompanhada de um americano, o Max (vocês verão o nome dele em mais relatos do mochilão). Fomos nós 5 para a praça de San Pedro, já que não encontramos mais nenhum lugar aberto. Lá encontramos mais alguns mochileiros e ficamos de papo por um bom tempo. Eu não entendia nada que o Max falava, e nem ele entendia meu espanhol. Sem contar que ele estava pra lá de bagdá! Nisso passam novamente os carabineiros! Aff fizeram uma revista geral no povo, eu consegui esconder minhas queridas Coronas, mas o resto da bebida do pessoal já era! Lixo! Max e Livia ainda conseguiram esconder algumas coisas. Depois de mais uns 15 minutos, novamente os carabineiros fazendo uma geral na gente hahahaha..e mais bebida no lixo! E na próxima parada ia ser o xilindró!

Resolvemos voltar para o hostel, pois já era bem tarde. Ficamos uma meia hora batendo na porta e nada de abrirem a porta. Até que aparece um homem com cara de sono e abre hahaha. Deve ter me xingado até a quinta geração! Hora de dormir e pular cedo da cama para os passeios do outro dia!

Despesas: 
Alimentação R$ 15,00
Lembrancinhas R$ 40,00
TOTAL R$ 55,00


Terceiro dia...

Tiramos esse dia para relaxar...porque todo mochileiro merece um dia de descanso!
O café da manhã foi por minha conta e preparei "huevos revueltos" para os colegas. Fomos até o centrinho dar mais uma olhada nas bugigangas e até a rodoviária comprar a passagem para Arica. Almoçamos e fizemos a reserva no hostel de Arequipa. Reservamos o Wild Rover! Uhuuuu, hostel que sempre terá um lugarzinho especial no meu coração hehe! Nos relatos de Arequipa, Cusco e La Paz vocês entenderão o porque! 

Passei no mercado de álcool e ainda estava fechado. Claro que sempre alguém me via caminhando pelas ruas de San Pedro com uma garrafa de cerveja debaixo do braço, pois a tarefa de comprar cerveja para a galera era minha! hahaha, não que eu seja cervejeira, isso é tudo intriga da oposição!!!
Cheguei no quarto e lá estava a Érica, novamente abduzida pela cama. Era incrível, parecia um imã... a Érica chegava perto da cama e dormia hahaha hilário!

Sinal de sorte ou não, encontramos uma nota de mil pesos na rua, durante umas voltas que eu e a Liz fizemos uhuuu!

O céu não estava muito aberto, então não conseguimos fazer o tour astronômico que havíamos planejado para a noite. Ficamos bem frustados, e já que estávamos sem programação, resolvemos jogar SUECA!!! Lembram o que eu falei sobre a sueca? Lá em um dos primeiros post do blog :D http://muitorisopoucosiso.blogspot.com.br/2014/10/santa-cruz-de-la-sierra-bolivia-o.html

A sueca foi de leve, com a cerveja Cristal, bem conhecida no Chile, depois de um super strogonoff preparado pela loirinha aqui! Ficou bom demais! A cozinha fechava as 22 horas, então subimos para o quarto e continuamos jogando madrugada a dentro. A noite foi super engraçada! A primeira de muitas suecas do mochilão!

Strogonoff da Luluzinha!


Quarto dia...

Dia de arrumar a mochila e partir...mas só depois do passeio pelo Valle de la Luna! Passamos a manhã realmente matando tempo. Fui ao mercado de álcool devolver o casco da cerveja Cristal (sim, lá tem muito disso ainda), e no caminho encontrei os mochileiros brasileiros, e claro que ficaram me zoando, porque mais uma vez eles esbarram comigo carregando uma garrafa de cerveja debaixo do braço. Imagina a minha fama a essa altura do campeonato! Nos demos ao luxo de almoçar em um bom restaurante. Até que não foi tão caro e valeu muito a pena. Restaurante Delícias de Carmem, super indico! Achamos esse restaurante no TripAdvisor...baixe esse aplicativo no seu celular, ajuda muito para quem viaja! #FICADICA! De novo!
E mais uma nova cerveja...a Escudo!



As 15 horas iniciamos o passeio pelo Vale de la Luna. O lugar é muito bonito, e bizarro! Não existe vida ali! Primeiro passamos novamente pelo vale da morte, onde fizemos o sandboard, porém fomos pelo outro lado, e depois o vale de la luna. 



Visitamos também algumas cavernas...tive crise de claustrofobia lá dentro, ou seja, já aprendi, cavernas nunca mais! É um passeio que vale a pena, mas se você tem claustrofobia, desista, tem lugares que você precisa passar abaixado, com lanterna e não vê o fim da caverna. Só quem tem claustrofobia sabe o pavor que dá, a tremedeira e o calor pelo corpo todo. Tenso demais, eu suava inteirinha!


Nessa hora, já bem menos nervosa. Em cima da caverna

Entrada das cavernas
Passamos em um lugar onde tem algumas formações rochosas chamadas de três marias. Detalhe que uma delas estava "quebrada", depois que um turista se encostou nela e conseguiu destruir um ponto turístico criado pela natureza a muitos anos atrás! Pelo menos não era brasileiro! 

As três Marias, ou melhor, duas e meia!

Apreciamos novamente o por do sol no mirador de Kari, e na volta para San Pedro nos surpreendemos com a super lua. Era dia de super lua! E eu vou te contar...ver a super lua no deserto do Atacama, que é um dos melhores lugares do mundo para observar o céu, foi ESPETACULAR!!! De arrepiar todos os fios de cabelo!
Mirador de Kari
Super Lua no Deserto do Atacama

De volta a San Pedro, para buscarmos as mochilas e partirmos para Arica, chegamos na agência onde deixamos as mochilas, porque no hostel já havíamos feito o check out, e a agência estava fechada! Afff, pronto, já estava eu lá toda nervosa, eu quero a minha mochilaaaa!!! Depois de uns 20 minutos chegou um cara e abriu a agência, ufa!

Estávamos sem janta, só paramos em um mercadinho para comprar algumas besteiras e fomos a pé até a rodoviária. Tínhamos 10 horas de viagem pela frente. Devido aos meus problemas com hipercoagulação, a Liz teve que me aplicar uma injeção de Clexane, para evitar uma embolia ou trombose. Fomos ao banheiro para "fazer o serviço". Já viu que é sempre nessas horas que aparece alguém? Entrou uma mulher no banheiro e riu, meio sarcástica rsrss...deve ter achado que estávamos injetando drogas ou algo do tipo. 
Nosso tempo no Chile acaba por aqui, e ainda bem, porque eu já estava ficando pobre!!! Os preços das coisas no Chile são parecidos com os preços do Brasil, e para mochileiro isso é muito!

Vocês devem ter reparado que não fiz nenhum comentário sobre as lagunas do Atacama...eu já tinha visto isso tudo na Bolívia, então decidi não fazer estes passeios no Chile. Além de serem muito mais caros, seria um pouco repetitivo para mim. Aqui vai mais uma dica...se você está em dúvida entre Uyuni e Atacama, opte pelo Uyuni...muito mais bonito e barato. Mas da mesma forma, o deserto do Atacama é demais! E tem muita coisa para fazer, eu que optei em não fazer tudo. Todos os passeio nós fizemos com a agência Altitud Aventure. Melhor custo benefício, eu indico!


Despesas: 
Roupas estranhas de mochileiro R$ 44,00
Artesanato R$ 8,00
Passagem San Pedro - Arica R$ 60,00
Alimentação R$ 33,00
TOTAL R$ 145,00

Sobre o hostel:

Corvatch: diária de 10000 pesos, hotel super confortável e com excelente estrutura. O único problema era o chuveiro, pois quando duas pessoas ligavam o chuveiro ao mesmo tempo, um ficava sem água. Teve furtos no hostel também. Camas confortáveis.

Nosso canto todo zoneado!

Próximo destino: Arica, Tacna e Arequipa! E ali começa a vida louca! Aguardem!







quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Como foi ficar três dias no maior deserto de sal do mundo! Mágico!

Salar de Uyuni – 1º dia – Cemitério de trens, o Salar e Isla del Pescado



Acordamos, arrumamos todas as mochilas e fomos à busca de um bom café da manhã. Paramos no Café Mexican Pub, super indico! Comi até sair rolando! Por aproximadamente 11 reais, veio café com leite, suco de laranja, um mega omelete, pão com manteiga e geléia. Super caprichado, mochileiro não costuma gastar tudo isso em café, mas valeu muito! O assunto em pauta do café da manhã foi faculdade, trabalho e algumas curiosidades sobre destro e canhoto!

Café Mexican Pub
Voltamos ao hostel para buscar as mochilas e no caminho, adivinha o que encontramos? Só uma chance para adivinhar...brasileiros, óbvio, brasileiros! Hahahaha, a turma da Eugênia estava por lá procurando passeios. Aproveitei para tomar um Imosec...não façam isso, você vai ficar dias sem ir ao banheiro, mas considerando que eu ia para o deserto e sabe se lá a cada quantos quilômetros encontraria um banheiro, preferi me prevenir contra um dia de plantinha (aquele dia que você fica só no vaso hahaha).
Fomos até a agência esperar nosso 4x4, e enquanto isso vinho e mais vinho. Certa hora vejo a Liz no meio da rua agarrada com a garrafa de vinho, logo soltei um grito bem alto: BORRACHA!!! (bêbada em espanhol) Até os nativos ficaram rindo dela ahauhauahua. Junto conosco no passeio pelo Salar estava um casal de austríacos, super gente boa, mas não me recordo o nome (minha memória do peixe Dory não me permite lembrar rsrs!).

O primeiro lugar que visitamos foi o cemitério de trens. Que lugar bizarro! Várias locomotivas abandonadas no meio do deserto. Sinistro! Aí começamos a fazer o book fotográfico de turista hehehe. Deu para brincar bastante nesse lugar, segue algumas fotos.






Saímos do cemitério de trens e fomos em direção ao tão esperado Salar.  Conversa vai, conversa vem, vinho de um lado folha de coca de outra, e começam a surgir as conversas e assuntos bizarros. Foi aí que surgiu a expressão “cara de llama”. Já repararam em uma llama? Elas estão sempre com aquela mesma cara de indiferença...tipo o Robert Pattinson, no filme Crepúsculo que, feliz, com raiva, triste ou irônico tem sempre aquela mesma cara de nada,  foda-se o mundo, foda-se tudo! Isso é ter cara de llama! 

Cara de llama! Foda-se tudo! Foda-se o mundo!
Eis que surgem uns berros em meio a conversa! Nosso motorista quase capotou o 4x4, foi fazer uma ultrapassagem, o outro carro fechou ele e tudo voou dentro daquele carro, água para um lado, bolsa para outro, uma batida na cabeça, e apenas uma coisa muito importante ficou no lugar...nosso vinho hahaha estava ali, intacto, paradinho, como se nada tivesse acontecido. Quem consegue capotar um carro no meio do deserto? Foi por pouco! Foi nossa primeira aventura da viagem! Viajando com emoção!!! Uooollllll

Paramos em uma feirinha de artesanato antes de chegarmos ao Salar e aproveitei para comprar algumas lembrancinhas (lembrancinhas de sal que foram destruídas pela umidade de Joinville em menos de um mês, logo que voltei de viagem, samerda!). A essa altura da viagem, eu já havia aprendido a pechinchar muito! Muito muquirana hahaha! De 90 bolivianos, consegui barganhar por 70! Comprei várias coisas e não passou de 23 reais aproximadamente. 
Andamos mais um pouco de carro e chegamos nos famosos montones de sal! Lugar onde eles extraem o sal, para venda mesmo. Mais fotos bestas de turistas hahaha! Até que me deparo com a Erica jogada no chão tentando algumas fotos com um melhor ângulo! Super empenhada, fotógrafa profissa, saca só!

Érica fotógrafa das boas!

Montones de sal
Paramos em um local onde passou o Rally Dakar no Uyuni, bem interessante, com bandeira de vários países! Percebe-se que vários brasileiros passaram por ali também, só para variar rsrsrs. Nesse mesmo local havia um restaurante de sal (modo de dizer, pois era somente um recinto com mesa e cadeiras, nada de cozinha). Nosso guia preparou nosso banquete e almoçamos ali mesmo, sentadinhos do chão daquela imensidão de sal! Cara! É uma experiência única!!! Nosso almoço foi legumes, batata chips, quinoa e carne de llama. A carne de llama não é ruim, tem gosto de carne de boi só que um pouco mais suave. Depois disso cada vez que eu via uma llama, desprezava aquela cara de nada delas e só pensava em um churrasquinho de llama! Hahaha nhammmmm

Rally Dakar


E assim eram servidos nossos almoços. No porta malas do carro! Top!

Almoçando sem luxo!
Rodamos mais um pouco e enfim chegamos ao tão esperado Salar de Uyuni! Caraca, que emoção!!! Para mim esse foi o ponto alto da viagem. Você olha para um lado e não vê nada, olha para outro e nada, somente aquela imensidão branca até o horizonte e infinito. Fiquei sem palavras, é lindo demais! Meus pensamentos foram a mil! Uyuni, seu lindo! Eternamente apaixonada por esse lugar S2
Fizemos várias fotos ali, e nosso guia nesse momento virou nosso fotógrafo também! Nos ensinou a forma correta de fazer fotos de perspectivas...aí vão algumas de nossas fotos bestas e super criativas hehehe

Antes da ajuda do Henri, tentativas frustradas de fazer fotos de perspectiva!

Agora sim!

Chulé!



Depois de algum tempo apreciando aquela imensidão branca, partimos para a Isla del Pescado. Eu já havia visto fotos mas não imaginava que era tão encantadora. Uma ilha com vários cactos gigantes... que vista! Caramba! Um lugar muito exótico. Subimos até o topo da ilha, mesmo mega cansados. Corri atrás de llamas para fazer selfies hahaha....elas já estavam me odiando, me olhavam e fugiam! Lá vem aquela loira maluca atrás da gente de novo! Provável que era isso que o instinto delas falava hahaha.

Isla del Pescado

A arte de incomodar as llamas..eu domino!
Depois de eu atormentar as llamas pela Isla del Pescado, partimos para o hotel. Mas antes disso, paramos no Salar para ver o pôr do sol...e vou dizer hein...ver o pôr do sol no maior deserto de sal do mundo é surreal! Ualll!



Todos cansados, bora para o hotel. Já era noite e nós estávamos rodando ainda pelo deserto. É claro, que Murphy querido que me ama aprontou mais uma...além de quase capotarmos o carro, furou um pneu. Aí você pensa, ahh é só trocar o pneu, simples né...Sim, simples se não fosse a noite no meio do deserto. Nós estávamos no meio do deserto, a noite, sem energia elétrica, aquela escuridão de dar medo, nada de um lado, nada de outro, nenhuma viva alma passando por ali...e não era um simples carro, era um 4x4! Ajudamos nosso guia, que agora além de guia e fotógrafo, havia virado mecânico também! Grande pessoa, Henri querido!

Deu problema na kombi!!!
Problema resolvido e chegamos ao nosso hotel. Por fora parecia uma espelunca, mas por dentro...nossa! Lugar confortável, limpo, e com chuveiro! Nossa que luxo! Chuveiro com água quente e papel higiênico no banheiro! Caraca!!! O hotel era todo feito de sal, inclusive as camas, tudo, tudinho. A loira engraçadinha aqui resolveu dar uma lambida na parede para ver se era sal mesmo, e sim era sal hahahaha! E bem salgado por sinal!
O único detalhe do banho é que tínhamos apenas meia hora para tomar banho, depois eles desligavam a energia, então corremos e fizemos um revezamento...meia hora para quatro tomarem banho! Foi só para passar debaixo da água e sair hehehe.
Todos de banho tomado fomos jantar. Sopa, e um misturado que estavam uma delícia! Banquete finérrimo mesmo! Com sobremesa e tudo! Conversamos um pouco mais com os austríacos, compramos um Casillero e fomos dormir. Sem dúvida a melhor noite, a mais confortável e o melhor hotel da viagem! Hotel de sal Tambo Loma. Mais alguns goles de vinho e cama!

Hotel de Sal
Despesas do dia:

Alimentação R$ 18,00
Artesanatos R$ 23,00
Taxa de entrada na Isla del Pescado R$ 10,00
Vinho R$ 6,00
TOTAL R$ 57,00


 
Salar de Uyuni – 2º dia – Salar de Chiguana, Valle de Rocas, Vulcão Ollague, Laguna Cañapa e Laguna Edionda e Arbol de Piedra


Acordamos cedinho naquela delícia de hotel de sal...e só para não perder o costume do local, aquele cafézão! Com direito a chá e folha de coca! Sempre né!
Esse dia já estava bem frio, e antes de partirmos viagem mais alguns goles de vinho para esquentar. Tínhamos muitos lugares para visitar, então partimos cedinho.
Primeiro passamos pelo Salar de Chiguana, lugar com uma mina abandonada, uma paisagem muito exótica, bem deserto mesmo. Mas ali não era sal, já estávamos em outra região. E para completar a paisagem, o vulcão Ollague ao fundo. Esse é um dos vulcões ainda ativos na Bolivia.


Próxima parada...Laguna Cañapa. Sabe aquele lugar que você olha e não acredita ser de verdade, de tão lindo que é? Mais ou menos por aí...O pessoal da trip saiu do carro e quase juntos falamos: CARACA que lugar lindo! E foi uma surpresa para mim, pois não havia ouvido falar e nem visto foto desse lugar durante as minhas pesquisas antes da viagem. Passei um bom tempo admirando a paisagem e tirando fotos. Depois que vi quantas fotos repetidas tirei rsrs...

Laguna Cañapa


Partimos para o próximo destino...e dá-lhe folha de coca, porque a cabeça já estava doendo por causa da altitude. O Henri, nosso guia já havia nos ensinado a mascar folha de coca corretamente. Na verdade não se masca, você morde aos poucos e vai chupando aquele suquinho dela...e a folha seca vai armazenando na bochecha até ficar tipo o Kiko hahaha. Isso é muito comum lá, você vê os Bolivianos todos com aquela bochecha gorda com folha de coca dentro. Inclusive nas igrejas, nas imagens de Cristo, da Santa Ceia e todas as pessoas ilustradas na decoração, tem a bochecha redonda. Somente uma delas. Cultura local!

Folha de coca!
Nossa próxima parada foi na Laguna Hedionda. Bom, acho que vocês já perceberam como eu admiro a natureza né...e principalmente lugares exóticos, então nem preciso falar que fiquei novamente surpresa com a beleza desse lugar. Lindíssima! As montanhas refletem na água e formam uma paisagem incrível, que é completa com diversos flamingos ao fundo.  A única coisa desagradável do local é o cheiro de enxofre...nossa, horrível! Eca! Muito forte mesmo.

Flamingos
Pasmem com a placa da foto abaixo no meio do deserto. Wi-fi! Nossa senhora! Wi-fi aqui? Obviamente que precisava pagar e era um mísero pontinho de sinal. Tanto tempo sem comunicação e eu não ia morrer de ficar mais alguns dias sem internet.

Será? Wi-fi em pleno deserto!
Hora de enfrentar o banheiro. Sem dúvida nenhuma, o pior, mais sujo, mais fedido e mais nojento banheiro que tive o desprazer de conhecer durante todo o mochilão. Não vou nem entrar em detalhes, mas era o único banheiro em muitos quilômetros rodados, então já viu né. Força Luisa! Você consegue! Aff.... 
Tarefa de encarar o banheiro mais nojento do mundo mundial concluída...partiu almoçar! Paramos na Laguna Honda para o almoço. E naquele estilo, sentadinhos no chão em uma mesa improvisada com pedras e com mais uma das belas lagoas da Bolivia como cenário para o almoço. E o Henri caprichou nesse almoço hein! Comi igual um padre! Coca-cola sempre com gás! Altitude e frio servem para alguma coisa hehe...



Próxima parada...um lugar super bizarro...não tão bonito, mas muito interessante. Chama-se Valle das Rocas. Um vale cheio de rochas e pedras empilhadas, sinistro! O pessoal da trip brincou dizendo que era o cenário onde foi gravado o Star Wars. O Henri, nosso guia, estava empenhado em procurar as biscallas, é o único tipo de animal que habita aquele lugar quase sem vida. Apelidamos os pobres bichinhos de biscates hahaaha..acena uma nota de 100 que as biscates vem correndo! The zoeira never end!

Valle das Rocas
Em seguida, passamos pela montanha de siete colores...lugar lindíssimo! Deu para fazer fotos bem bacanas. Dava para ver a lua de um lado e o sol de outro. Cenário bem desértico! Lindo!

Montanha de sete colores

Chegamos na famosa Árvore de Pedra. Sinceramente, não vi nada demais. É uma pedra em forma de árvore, super famosa para quem visita esse lugar, tirei duas fotos bem meia boca e partimos.


Laguna Colorada...nossa próxima parada. É uma lagoa vermelha, localizada dentro da Reserva nacional da fauna andina Eduardo Avaroa. Paga-se 150 bolivianos para visitar esse lugar (em torno de 50 reais).
Chegando lá, de novo aquele frio na barriga, aquela surpresa super agradável de conhecer um lugar espetacular! Linda, linda, linda...laguna colorada sua linda! Nos tirou o folego novamente. É por essas e outras que a Bolívia me encantou demais. Lugar de natureza exuberante, pessoas agradáveis, barato de visitar e aqui do nosso ladinho.

Laguna Colorada. A parte em vermelho é água!
Curiosidade sobre a Laguna Colorada: a água é vermelha, mas só quando tem vento. Tivemos sorte de estar ventando! Uhuuulll. Isso acontece por causa da pigmentação das algas. Se não tiver vento, elas não soltam essa pigmentação e será apenas mais uma lagoa de cor normal. O mesmo ocorre para a Laguna Verde, que fica bem verdinha, mas nessa aí não tivemos a sorte de estar ventando, porém mesmo assim o vulcão ao fundo faz uma paisagem indescritível. Fotos da laguna verde no 3º dia deste relato.

Chega de passeios...partimos para o hostel, porém dessa vez a surpresa com a hospedagem não foi muito boa...era um alojamento simples, lotado de mochileiros, malucos como nós né para encarar um perrengue daqueles. Nem sequer chuveiro tinha, ou seja, sem banho! E naquele frio que fez naquela noite, nem fez falta! Energia elétrica somente das 18:30 às 20 horas. Depois, só na base da lanterninha. Banheiros caindo aos pedaços. Papel higiênico era artigo de luxo. Fui salva pelos meus lencinhos umedecidos. Foi realmente só um lugar para comer e dormir (ou tentar dormir!). Nosso guia nos falou que a noite poderia chegar a -20 graus...isso me assustou um bocado. E sim, a noite foi provavelmente a pior da minha vida.

Estávamos a aproximadamente 4500 metros de altitude e a temperatura caía drasticamente a cada hora. Lavar a mão e o rosto era uma tortura. Serviram nossa janta, que foi simples, uma sopinha bem gostosa de entrada e vinho...sempre o vinho nos aquecendo. Henri nos deu um vinho de presente nesse dia... querido! Obviamente acabamos com uma garrafa em menos de meia hora. A Liz e o Alan saíram naquele frio atrás de outra garrafa de vinho e conseguiram. Ninjas! Duas garrafas de vinho a uma altitude de quase 5000 metros foi o suficiente para nos deixar bem alegrinhos rsrs.

Luz cortada, hora de dormir. Eu havia alugado um saco de dormir por causa do frio intenso que estava...vesti todas as minhas roupas, três meias, touca, cachecol, roupas térmicas, fleece, luva, me enfiei dentro do saco de dormir, me joguei na cama, cobri com a coberta e tentei dormir. Ninguém conseguiu dormir nessa noite. Era frio demais! A Érica preferiu ficar acordada com medo de morrer de hipotermia, depois de ela acordar com a cabeça gelada após um cochilo, pois sua touca havia caído hahaha. Figura!

Aquele monte de roupa e o cansaço da altitude quase me mataram sem ar nessa noite. O simples fato de me virar na cama já me consumia todo o folêgo e eu ficava sem ar. Não tive coragem de sair debaixo das cobertas para ir ao banheiro de madrugada, sem contar meu medo de andar naquele alojamento com estilo de filme de terror. Sem chance! A Liz e Erica encararam o banheiro, saíram do quarto tropeçando em todas as mochilas que o Alan havia espalhado pelo chão com a finalidade de impedir a entrada dos alienígenas hahaha. A Érica estava simplesmente apavorada com o frio! Ir ao banheiro foi uma tortura e ela insistia em dizer que ia morrer hahaha. E enquanto isso, o Alan bem quentinho agarrado com as princesas! The zoeira never end (de novo rsrsrs).

Alan e as princesas!
Graças a Deus o despertador tocou...para dar fim aquela tortura, aquela noite gélida. Eram 4:20 da manhã e precisávamos sair super cedo para conhecer os famosos Geisers.

Despesas do dia:

Taxa de entrada reserva Eduardo Avaroa R$ 50,00
Aluguel saco de dormir R$ 10,00
TOTAL R$ 60,00


Salar de Uyuni – 3º dia – Geisers, Deserto de Salvador Dali, Laguna Verde, Laguna Blanca e chegada em San Pedro de Atacama

Acordamos as 4:30, tomamos um café rápido e partimos...estava simplesmente muito frio! Até que o meu corpo estava quente, mas o pé estava congelado, mesmo com duas meias, uma delas sendo térmica e uma bota impermeável. Achei que no final do dia quando tirasse a bota meus dedos iam cair congelados. Saímos do alojamento e o nessa hora me deparei com o céu mais estrelado, mais lindo e mais fascinante que já vi em toda minha vida! Não tinha como ser diferente, a quase 5 mil metros de altitude, sem energia elétrica, sem nada...apenas nós e as estrelas! Que romântico! Só que não rsrs

O vidro do carro estava puro gelo. As portas não abriam porque estavam congeladas. Conseguimos entrar por uma delas somente. Esquecemos uma garrafa de água na noite anterior dentro do carro, e a água congelou também! Então, dá-lhe vinho! Para esquentar e folha de coca para aliviar a cabeça, que doía muito por conta da altitude.

Nossa primeira parada foi para conhecer os geisers. Geiser é uma erupção de água termal. Bizarro! Lá fizemos mais um monte de foto de turista hahaha.

Geiser


 Passamos em seguida por uma lagoa de água quente...tinha gente de biquíni entrando lá! Coloquei mau e mau a pontinha do dedo, pois nem a luva eu tinha coragem de tirar. Galera corajosa, tirar a roupa a -10 graus hehe. Só observei de longe e voltei para o carro quase congelando. E meu pé ainda estava dormente de tão frio. 
Piscina térmica. Fora da água -10 graus
Saímos de lá e passamos pelo Deserto de Dali. É um lugar muito bonito, e as montanhas deste lugar aparecem em uma pintura famosa de Salvador Dali.

Deserto de Dali

Chegamos a famosa Laguna Verde, com o vulcão Lincancabur ao fundo... que vista! Que paisagem mágica. O vulcão refletido na água congelada da lagoa. Encantador
Laguna Verde e muito frio!
Galera da trip...brasileiros, austríacos e nosso guia boliviano
Nosso destino final no Salar de Uyuni for a Laguna Blanca. Linda também...

Laguna Blanca. Tchau Bolívia!

Nessa hora chegou até a bater uma tristeza...nosso passeio pela Bolivia havia acabado...mimimi

Bom, agora vem a parte chata das viagens. A imigração. Pegamos uma fila gigante, e a imigração era uma micro casinha com dois bolivianos lá dentro carimbando os passaportes. Não era de se esperar mais do que isso, contando que estávamos na divisa de dois desertos. Saindo da Bolívia com destino ao deserto do Atacama, no Chile.

Imigração no deserto
Além de ter que ficar naquela fila enorme, tivemos que engolir uma piadinha do agente da imigração. Ao ver no meu passaporte e do Alan que éramos brasileiros, deu uma risadinha e disse: brasileiros...hummm, 7x1 então! O que vocês acharam da Copa??? Eu e o Alan nos olhamos com aquela cara querendo dar uma boa resposta para ele, porém nada podíamos fazer além de rir, senão o cara não deixava a gente sair da Bolívia! Fora que tivemos que pagar 15 bolivianos para conseguirmos sair do país.
Tchau Bolívia! Agora chegou a vez do Chile, Deserto do Atacama. Aguardem, logo posto as loucuras da trip no Atacama!


Não vou falar muito sobre as nossas hospedagens no Uyuni, pois vai depender muito da agência de turismo que contratarem. Porém até onde eu sei, no primeiro dia é em hotel de sal e com bastante conforto, o segundo dia é no alojamento pedreira, sem chuveiro e com os banheiros caindo aos pedaços rsrsrs. Relaxem, esqueçam esse ponto, pois apesar dos perrengues, vale muito a pena!

Despesas do dia:

Alimentação R$ 18,00
Gorjeta R$ 7,00
Imigração com direito a piadinha da copa R$ 5,00
TOTAL R$ 30,00